Corredores para a criatividade

Olá, psóilas!

Como estamos!?

Hoje venho com mais uma das minhas… Como adoro criar, pensar no novo, diferente e, como já disse em postes anteriores, brincar de “E se…”, eu trago uma ideia que me ajuda muito na hora de testar o terreno em que estou me metendo.

Bem, a ideia é a seguinte:

Imagine-se numa interseção de corredores de onde partem vários deles. Todos diferentes. Cada um com seu estilo, sua iluminação, odor, ares, feeling, what-have-you. Agora imagine uma estória/história… pode ser aquela em que está trabalhando ou aquela no fundo da gaveta.

– Quantos personagens tem? 2? 4? 12?

– Quem é o par dinâmico Protagonista/Principal VS Antagonista?

– Pelo que eles lutam?

– Quem os apoia? Quem luta ao lado do Protagonista? E do Antagonista?

– O que acontece caso O Protagonista não atinja seu objetivo?

– O que acontece caso o Antagonista não atinja seu objetivo?

– E o que acontece se o Protagonista conseguir o que quer?

– E o Antagonista?

Bem… saber tudo isso é básico. Acho que não tem como se contar uma história se não conhecemos seus elementos, mas acredito que alguns escritores o façam bem num estilo “go-with-the-flow”.

Agora a brincadeira é imaginar que você estava neste mundo criado por você e agora está nessa interseção. Olhando em volta, existem X corredores. Digamos… 9, como na foto lá em cima. Ao final de cada um deles você será transportado para dimensões paralelas, bem no estilo da série SLIDERS, onde, em cada, viverá novas experiências num mundo similar, com um toque de limão, digo, twist.

Eu sei que é doloroso mexer em algo que gostamos, mas não se preocupe, a sua criação está a salvo onde você a deixou. Minha proposta é que apenas prove novos sabores, sinta novos aromas.

Atravesse um dos corredores… vá sem medo e contemple o novo mundo. Ele poderá ser similar ao seu em feel and taste, mas a grama pode ser laranja. Ou quem sabe o sol nunca nasça. Talvez, quem antes era herói agora é vilão (e vice-versa). Ou O motivo pelos quais lutam é diferente ou, simplesmente, o inverso. Pode ser que o que antes você via de longe agora vê de perto, sendo um personagem atuante na trama, ou quem antes estava lá, não está mais.

E se… aquela história passada nos tempos atuais agora acontece na era vitoriana ou na China da dinastia Hang? Pode ser que tudo seja o mesmo, apenas o aparelho de telefonia móvel não foi inventado.

E se existe mágica neste mundo? Nem que uma bem tímida… ou uma mais agressiva, se assim preferir.

Já pensou se o Protagonista sofre de uma fobia severa a galinhas/cocós/penosas?? Ou se seu melhor amigo é aliado do vilão?

 

Eu não estou querendo dar ideias do que você deveria fazer com sua história, mas tão somente estimulá-lo a testar algo diferente. Acredite, muitas de minhas filhotas (histórias) REnasceram dessas pequenas (às vezes grandes) distorções.

É até interessante dizer que é por tudo isso que adoro sonhos. Eles já fazem tudo isso sozinhos. Claro, muitas vezes o fazem de forma bruta e absurda, mas às vezes são tão sutis que mal notamos.

No dia em que sonhei com zumbis com braços elásticos saltando de viga em viga atrás de mim num shopping center destruído, não me peguei nos braços elásticos (No, wait!), mas no shopping e em tudo que ocorria ali no momento. A ambientação foi fantástica e está anotada e guardada para quando precisar dela. Também guardei o sonho do rio de vento, onde as cataratas eram rastros de fumaça como em túneis de vento (testes de aerodinâmica) e por trás se via gigantescas turbinas, através das quais eu deveria passar se quisesse fugir do tubarão. Ah, o ar era água.

 

Outra maneira que podem mexer na história é testando novos elementos aleatórios (prompts). Nem sempre ajudam, mas bagunçam o coreto… e do caos vem a mudança. (tentando ser mestre dos magos)

Prompts são essas ideias soltas que dou no meu FaceBook de vez em quando. Só que lá o faço visando a formação de uma premissa. Para isso uso o Storymatic.

Prompts de personagem, por exemplo:

– caixa de loja de câmbio, caminhoneiro, garçom, sacana, escravo, alvo de fixação (amorosa ou sexual), pessoa que nasceu na época errada, desastrado, sabotador, futuro presidente, pessoa que levou bolo, etc…

Prompts de história/trama:

– medo de ficar velho, onde estão todos?, primeiro dia de casamento, teatro vazio, caixa com dentes, câmera que tira fotos de fantasmas, scrapbook, cão falante, perdão, vôo, etc…

Prompts podem ajudar a sair de uma cilada, quando não sabe o que fazer com aquela situação ou personagem.

Não tem um Storymatic? Pois pegue um jornal ou revista… diga alto uma página qualquer… 32… e antes de abrir na página, pense em um parágrafo e linda… sei lá, segundo parágrafo, terceira linha. Pode ter um prompt aí.

Ah, mas não entenda mal, prompts não são mensagens divinas que se encaixarão na sua história, são apenas ideias aleatórias que podem ou não ajudar.

 

Bem, é isso. Espero que tenha ajudado alguém pois, certamente brincar assim com minhas ideias tem me ajudado bastante.

Abraço

Stay bright!

C. R. Gondim

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