Sussurrando

Olá, seres de polegares opositores!

Estou aqui, entre outras coisas em relação ao livro que escrevo, empolgado com o Sussurros, um dos idiomas falados nesse “universo”. Ele já passou por muitas etapas e transformações, ora parecendo com uma língua latina, ora com um soluço mental, ora com japonês e, agora, com algo totalmente novo. Claro, não posso dizer que não inventaram nada parecido até hoje por não conhecer todas as línguas artificiais criadas até então, mas posso dizer estar bem orgulhoso do caminho que percorri até aqui.
Dicas de como criar seus próprios idiomas vocês encontram “de ruma” pela internet. Para quem nunca tentou nada nesse sentido, sites como:
são de grande ajuda mas, logo, logo você vai se ver em alto mar sem saber para onde ir.
MINHA SUGESTÃO: conheça pelo menos o básico do maior número de idiomas que puder.
A partir daí você será capaz de garimpar bits and pieces daqui e dali, unindo tudo numa ideia a ser lapidada e transformada em algo coeso.
Eu adoro conhecer idiomas, mas confesso nunca ter ido muito longe em nenhum fora mandarim. Ainda assim, sei muito pouco, mas pretendo continuar quando encontrar uma escola de que goste.
Meus conhecimentos linguísticos incluem um pouco de:
  • inglês
  • francês
  • italiano
  • espanhol
  • esperanto
  • alemão
  • mandarim
  • japonês
  • sindarin (élfico)
  • coreano
  • outras artificiais que não merecem menção
E tudo isso em diferentes quantidades. Quando digo “ter conhecimento de”, refiro-me a saber, pelo menos, algo sobre a gramática ou construções frasais, ou fonética, ou escrita… ou saber reconhecer o idioma quando o ouve, mesmo que não faça ideia do que falam.
Bem… Sussurros. Este foi o nome dado porque, no sonho de onde tirei a ideia desse universo, sombras falavam sussurrando. E pensando nisso, corri para ver quais sons ela poderia ter. Depois da fonética, pensei nas sílabas, nos fonemas, na junção de fonemas e
assim fui indo. Peguei algumas ideias do esperanto, do alemão, mandarim, japonês e coreano e montei a coisa toda baseando-me na ideologia daqueles que primeiro usavam tal língua.
É um exercício árduo e, se quiser que o produto final pareça mesmo com algo real, terá muito trabalho pela frente, pois um idioma carrega a cultura, os modismos, a forma de pensar de uma geração que é apenas uma das várias camadas do que centenas de anos ou
mais fizeram com esse meio de transmissão de ideias. Ah, isso sem mencionar a escrita. Essa tem dado muito mais trabalho.
Tudo começou com rabiscos em bloquinhos de papel enquanto falava ao telefone. Depois fui para cadernos e capas de cadernos durante aulas chatas na faculdade. Desde o fim dos anos 90 venho desenvolvendo o Sussurros aos poucos. Voltei ao zero muitas vezes.
Recentemente, um mês ou mais depois de começar a fazer coreano, algumas ideias ficaram mais claras. Já havia desenvolvido a fonética e parte da gramática, mas sempre que passava para a escrita a coisa desmoronava e tudo perdia o sentido. Foi então que, semana
passada, resolvi testar um novo olhar sobre o que eu queria que fossem ideogramas (mandarim) ou silabários (japonês) ou a junção de ambos (japonês). Como é muito difícil e trabalhoso criar ideogramas (creio que um chinês alfabetizado saiba em torno de 5mil deles)
resolvi tentar o approach do coreano, que possui traços para cada “letra/som”, mas que os usa em conjunto, formando sílabas que mais parecem ideogramas.
Nos dois últimos dias venho criando vocabulário. Já criei muita coisa baseando-me nos correlativos do esperanto, que são uma mão na roda. Criei números e pronomes oblícuos e possessivos.
Uma amostra do produto final em caneta tinteiro você vê lá em cima… e abaixo, com pincel.
 IMG_8281
Não tem nada dizendo aí, pois não tenho palavras suficientes para formar frases. Mas acho que dá para ter uma noção da aparência dele, não?
Você já pensou em criar alguma língua? Quando criança brincava de criar palavras, falava na língua do “P”, do “I”, do “CUT”, TENIS-POLAR, código vermelho… ?
Vecô olpoldo ro ou orcsovos irram?
Enter aisssinism?
hahahahah Eu me divirto com isso! Hoje já sou uma pessoa normal, mas teve época, logo após ler “A Droga da Obediência” e “Pântano de Sangue”, em que eu estava
fluente nesses dois códigos que Os Karas – personagens dos livros – usavam.
Bem, é isso.
Espero ter ajudado alguém.
E, POR FAVOR, compartilhem seus achados, perguntem algo, me xinguem, mas deem feedback!!!!!
Abraços!
C. R. Gondim
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