Um filho no mundo

Em mais pontos do que se pode imaginar, um livro, um conto, uma poesia, são semelhantes a um filho. Existe o plantio da semente, que muitas vezes passa sem ser notado. O prazer da concepção e da germinação da semente, outrora plantada. Tem aquele período de crescimento da ideia, que te rouba energia, paciência, noites em claro, lhe traz uns quilinhos a mais até que, um dia, você terá de, finalmente, num misto de alegria e dor, retirar de seu sistema tudo aquilo que veio se formando dentro, se nutrindo de seus melhores e piores momentos… e então… Puf, saiu!
Agora ela está no mundo.
Ela é do mundo.
Você não tem mais controle sobre ela. Você pode tentar dar-lhe um rumo, mas no final, a escolha não será sua e tudo dependerá do mundo e de todos que entrarem em contato com ela.
Não importa o que você ache dela… Tem a cara da mãe? Hahha! Pode ter certeza que dirão diferente.
Acha que é um conto de aventura? Vai ter gente vendo romance nele.

Enfim… Faça o devido desmame, ou estará se vendo com insônia noite após noite tentando imaginar o que estão fazendo com seu/sua filho(a).

E vale ressaltar que isso se aplica a muitas outras coisas que apenas peças escritas… vale pra tudo aquilo que você deu duro pra criar.

Abraços
C.R.Gondim

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