Os Mortos chegaram

É com extremao alegria medo que lhes apresento jogo Os Selvagens Cães Cadáveres de Guerra… Agarre um e fuga para um lugar calmo e seguro enquanto é tempo.

Dica: desfrute-os com moderação.

Link 1

Link 2

E com a palavra, o Mestre idealizador dessa carnificia: Rochett Tavares.

R.I.P (Read in Peace)

Antologia Nova no Pedaço

Bom dia/tarde/noite/madrugada!

Alguém se lembra de mim ainda? rs.

Dois meses sem pisar aqui, mas é a vida, rotina de fim de ano, trabalho, coisas a fazer (que não podem esperar), dentre outras coisas.

Mas eu não vim aqui me desculpa pelo meu afastamento. Tou aqui trazendo a notícia de uma Antologia super bacana. É uma ótima oportunidade para quem nunca publicou nada e gostaria de um espaço para isso. E eu estou falando isso de um ponto de vista muito pessoal, logo após um concurso no qual não passei. Assim, já que estava com aquele conto parado num canto, pegando poeira e criando bolor, resolvi me jogar na ideia e ver no que vai dar. Também, vale ressaltar que não estou contando com meu conto já aceito, afinal, ele será lido e avaliado da mesma forma que os demais. Então, só me resta torcer e terminar outros contos que pretendo enviar para aumentar minhas chances, LOL.

E para ajudar um pouco, abaixo alguns links com dicas de como escrever seu conto… mas, por favor, não os veja como regras absolutas. Cada um de nós vê e aborda essa ideia de forma diferente e não estou aqui querendo dizer como você tem de fazer nada. Apenas procuro facilitar e oferecer material para que possamos desenvolver a maneira que melhor funcionará conosco.

Escrita Criativa, O Segredo do Escritor

Lendo.org

Recanto das Letras

Folhetim OnLine

E a seguir, o Edital no site do colega Alec Silva

Agora mãos na massa (cinzenta) e vamos criar!
Abrç
C.R.Gondim

Caminhando e Cantando

Bom dia!

Completando As Cantigas, publicação feita no blog da @polineura, trago aqui um pouco de como trabalhei essas letras que escrevi, sempre tendo em mente um universo que venho criando há mais de 8 anos. Como brinquei um dia desses, estou para nomear este universo (desesperado por um nome) de “O Universo dos 8 anos”.

Bem, este universo é povoado por humanos, Elevados e Entidades. Elevados são humanos tocados por Entidades e transformados em algo diferente. Dentre eles temos os Órfãos, os Puritanos, os Peregrinos, os Filhos da Luz, os Sombrios e os Temporais. Outra organização importante é a dos Observadores, mas estes são humanos.

Enfim, coloquei um deles na cabeça e saí escrevendo… o resultado foram várias letras “de música”(cof, cof) que, como é dito no blog da Polineusa, não tem nada de profissional e nem está bem escrito. Posteriormente posso trabalhar com um amigo músico para realmente transformá-las em algo cantável e escutável, mas por enquanto, a função delas é me colocar a pensar, me ensinar a ser breve e ir direto ao ponto. Se elas estivessem em português eu estaria também trabalhando com vocabulário. Isso virá depois.

E abaixo eu colocarei os links das músicas de acordo com os grupos com sobre os quais elas falam:

Filhos da Luz (1) – essa foi escrita a partir do conto A Mão de Deus.

Filhos da Luz (2) – também escrita baseada no mesmo conto acima.

Órfãos

Puritanos

Peregrinos

Temporais

Observadores

Reforçando: eu não sou compositor e nem domino o idioma inglês. Então não venham esperando composições dignas de grammys. LOL! (Seria GRAMMIES? Y após consoante vira IES no plural, não? Ou conta como um “nome próprio”?)

E como fiz para chegar nessas letras? Primeiramente eu ouvi várias músicas de que gosto. Tentei seguir melodias similares. Brinquei com letras existentes mudando apenas algumas frases… e assim fui até criar coragem e perder a vergonha para fazer algo eu mesmo, do começo ao fim.

No final das contas, acho que tá tudo muito na melodia e no interprete para que o produto final fique legal. Já ouvi muitas músicas sem conteúdo algum que eram muito estimulantes e legais de se ouvir, assim como conheço muitas outras com muito o que dizer e que não tenho o menor interesse de escutar por não me agradarem.

Peguemos como exemplo uma música como  You Take my Breath Away, da Sarah Brightman…

“You Take My Breath Away”

Dil-getta gia-hee, ap mari, jaan lehe giyahee

We saw the holy men come in from Sanchi
We touched their souls and heard the Martyrs crying
Among the fields of red we took the strange brew
The windless sky diwali moon were calling to me
The deeper I go, the higher I fly with you

Ooho you, You Take My Breath Away
Ooho You. . .

Sua letra é curtíssima e tem boa parte a simples repetição do título. Mas “AI” de quem disser que essa música não é bonita! (:o/) rs.

Ou a música So Close, do Evanescence.

“So Close”
I’ve spent so much time
Throwing rocks at your window
That I never even knocked on the front door
I walk by statues never even made one chip
But if I could leave a mark
On the monument of the heart
I just might lay myself down
For a little more than I had
The last day
The last day
The last day
Wait a time to spare these lies
We tell ourselves
These days have come and gone
But this time is sweeter than honey

Bem, acho que o recado está dado. Não vou me esticar por não ser professor de música. Caso contrário eu poderia até dar algumas dicas, mas ainda estou procurando algumas para mim mesmo.

É isso!

Vou já já tentar escrever umas em português… Será se eu juntar um monte de nomes de doces e balas numa letra… dá certo?

:P

O que vem de dentro

Olá, queridos escritores/leitores.

Ontem escrevemos (eu e @polineura) sobre zumbis no A Morte. Para isso deixei transbordar um pouco de mim na postagem e até uma foto do cemitério onde estão enterrados meu pai, mãe e avó, eu coloquei. Cemitério São João Batista, Fortaleza, Ceará.

Eu venho aprendendo desde a adolescência a me imprimir no papel. Eu uso o que tenho para forjar falsos momentos (fui redundante?) fantasiosos (agora sim) e dar-lhes pitadas de realismo baseando-me nas alegrias e tristezas pelas quais passei.

Quão mais verdadeiro pode ser um momento em que um personagem ao perder sua esposa para um assassino pega emprestado essa dor da perda de seu escritor que já sentiu tão de perto o sofrido adeus regado à dor da impotência por não ter podido agir contra as forças do destino/deus/carma/whatever?

E assim eu venho, revivendo momentos incríveis (positivos e negativos) a cada virada de página. Relembrando do alívio de ver um ente querido, perdido na palavra de incerteza dos médicos, voltar à “vida” após 60 dias em coma. Ruminando momentos de tensão ao ver um desconhecido alcóolatra com quem divido o lar, matar-se aos poucos enquanto em seus momentos lúcidos se engana com sua ideia de viida pseudo-regrada de um diabético que já perdera um dedo para a doença.

Obviamente a vida não é formada somente de momentos tristes e alegres. Temos aqueles momentos de dormência, onde não parecemos sentir nada. Passamos por tensões e aflições e surpresas que, por vezes, nem uma boa descrição é capaz de repassar o que sentimos.

Escrever tem me ensinado a lidar com muito do que sinto e espero que me traga mais conhecimento sobre mim e sobre o “eu” que pouco conheço. Eu torço para que o ato de desdobrar mundos e expô-los aos outros me traga compreensão de meus atos, descabele as aranhas de que tanto tenho pavor, tire as máscaras dos palhaços e me traga mais confiança em mim mesmo.

Escrever para mim é uma chave para a prisão da carne que visto diariamente. Sobre esta carne tenho a moral e os preceitos sociais devidamente costurados, julgando-me e aos meus atos. Porém, quando giro essa pequena chave e abro o mundo que existe dentro de mim, liberto-me de tudo que me poda e só assim posso ser quem sou, ignorando tudo e todos e, de quebra, criando universos que só eu sou capaz de criar.

O que é escrever para você? Me conta?

Abraços

C.R.Gondim

Mais uma estrutura

Olá, pessoas!

Há um tempo atrás, no dia 22/07, perguntei como você escreve, referindo-me à estrutura (if any) que você prefere utilizar quando escreve sua novela, romance, conto, etc.

Bem, lá também mencionei o programa Contour (Mariner), bem como o Monomito, de Joseph Campbell. Hoje quero trazer aqui o guia oferecido pelo Contour chamado “Mnemonic Sayings”. Para ser mais didático ainda, ele até sugere quantas páginas cada etapa desses “dizeres” teriam.

Esses “dizeres” funcionam como uma forma de esqueleto, sobre o qual devemos colocar os músculos, órgãos e pele da história. No próprio programa (Contour), ele não é o fim da linha, mas o início do processo estrutural e, para dizer a verdade, nem todo mundo deve utilizá-lo, uma vez que é uma ferramenta fora da vista do escritor.

O Guia, após devidamente preenchido, acaba por responder várias perguntas dos Atos I, II e III e, a partir daí, com uma melhor noção de como gostaria que sua história funcionasse, é que o escritor parte para as perguntas principais de Contour.

Ainda assim, quero mostrar como somente este Guia já nos ajuda bastante e, por vezes, até parece um pouco com a Jornada do Herói (Monomito).

Mnemonic Sayings

“Eu não sou respeitado” – Páginas 1 a 6

“Sabe qual é seu problema?” – Páginas 6 a 12

“Ligações e chamadas ocupadas” – Páginas 12 a 17

“Através do espelho” – Páginas 17 a 28

“Chute o cachorro” – Páginas 28 a 35

“Que direção é pra cima?” – Páginas 35 a 45

“Quando a vida te dá limões…” – Páginas 45 a 55

“…faça limonada” – Páginas 55 a 65

“Dentro da baleia” – Páginas 65 a 75

“Morte e renascimento” – Páginas 75 a 85

“Qual o pior que pode acontecer?” – Páginas 85 a 95

“Mocinho X Bandido” – Páginas 95 a 105

Vejamos um a um…

“Eu não sou respeitado” (Páginas 1 a 6)

Muitas histórias são sobre uma coisa… respeito. O protagonista não é respeitado, sabe disso e quer que isso mude. Nesse primeiro passo deixe claro para o leitor que o personagem principal é um “órfão”, um forasteiro olhando para um mundo que não o quer.

Shrek está sendo caçado pelos moradores da vila que odeiam ogros. (Shrek)

Eliot é ignorado e desrespeitado pelo irmão e amigos do irmão (ET)

Peter Parker é um nerd (o resto a gente imagina) (Homem-aranha)
***

“Sabe qual é seu problema?” (Páginas 6 a 12)

Faça o problema ou defeito do protagonista ficar claro tanto para si como para o leitor. Quando na dúvida, use em um diálogo a frasezinha clichê “sabe qual é o seu problema?” dita por um aliado ou melhor amigo.

Luke quer deixar a fazenda logo para alistar-se à academia, mas seu tio diz que não (Guerra nas Estrelas)

Dizem para Eliot que ele deve parar para pensar como as outras pessoas se sentem. (ET)

Hooper chega e diz que “aquilo não havia sido nenhum acidente de barco” (Tubarão)
***

“Ligações e chamadas ocupadas” (Páginas 12 a 17)

Dê ao protagonista o famoso “chamado pra aventura” que é seguido pela igualmente famosa “recusa do chamado”.

Jack vê Rose mas não se atreve a ir atrás dela por causa de suas diferenças sociais. (Titanic)

Obi-Wan diz que Luke precisa aprender a se tornar um Jedi, mas Luke diz não poder por ter muito o que fazer na fazenda. (Guerra nas Estrelas)

Sam recebe a carta de Annie, mas se recusa a respondê-la (Sintonia de Amor)
***

“Através do espelho” (Páginas 17 a 28)

Force o protagonista para fora de seu mundo comum e faça-o responder ao chamado da aventura. Às vezes o protagonista faz isso por escolha, às vezes por circunstância.

Neo escolhe tomar a pílula vermelha. Ou era a pílula azul? (Matrix)

Os tios de Luke são mortos e agora não existem mais motivos para continuar em Tatooine. (Guerra nas Estrelas)

Will Turner se junta a Jack Sparrow em busca de Elizabeth. (Os Piratas do Caribe: A maldição da pérola negra)
***

“Chute o cachorro” (Páginas 28 a 35)

Mostre que o vilão não é apenas um cara mau, mas muito, Muito, MUITO mau. Dê ao protagonista (e ao leitor) a ideia de que “responder à questão central” vai ser algo mais difícil do que se imaginava inicialmente. Se você não tem um antagonista (como em um romance), mostre que os obstáculos são quase intransponiveis.

A Estrela da Morte destrói um planeta inteiro. (Guerra nas Estrelas)

Dr. Neville tenta um novo soro em um mutante e falha desastrosamente. (Eu sou a lenda)
***

“Que direção é pra cima?” (Páginas 35 a 45)

Faça com que o protagonista tenha uma sequência de sucessos e falhas enquanto perambula e tenta aprender e domar as habilidades necessárias para responder à “Questão Central”.

Dr. Cole progride ao conseguir que Cole lhe conte seu problema. (Sexto sentido)

Kevin faz compras, pede pizza e começa a defender a casa. (Esqueceram de mim)
***

“Quando a vida te dá limões…” (Páginas 45 a 55)

Logo quando o protagonista pensava estar progredindo você puxa o tapete debaixo dele. Faça-o parar de perambular e começar a lutar.

Batman se toca que lutar contra o Curinga pelas regras do Curinga não daria resultado. (Cavaleiro das Trevas)

Lester discute com Carolyn sobre sua vida sexual. (Beleza Americana)

Luke e Cia são puxados para a Estrela da Morte e lá descobrem que Leia é mantida prisioneira. (Guerra nas Estrelas)
***

“…faça limonada” (Páginas 55 a 65)

Faça com que seu protagonista entre em confronto direto, permitindo que teste suas novas habilidades.

Tony Stark usa sua armadura para defender uma vila. (Homem de Ferro)

Luke tira Leia de sua cela e inicia-se uma batalha com os Stormtroopers. (Guerra nas Estrelas)
***

“Dentro da baleia” (Páginas 65 a 75)

Normalmente esta cena acontece em um lugar confinado, escuro, representando que as forças que estão contra o protagonista estão se aproximando, fechando o cerco… e a personagem tem de ir mais fundo para encarar seus maiores medos.

Indiana Jones é abandonado dentro do poço das almas, cercado por cobras. (Os Caçadores da arca perdida)

Luke entra em uma caverna e enfrente quem ele pensa ser Darth Vader, mas é, na verdade, a representação do lado negro da força que reside nele mesmo. (Guerra nas Estrelas)

Kevin é forçado a ir no porão e enfrentar o assustador boiler. (Esqueceram de mim)
***

“Morte e renascimento” (Páginas 75 a 85)

Assim como “dentro da baleia”, este é outro momento clássico. Faça seu personagem morrer e renascer, literalmente ou não. É aqui em que ele finalmente descarta a pele de sua vida antiga e aceita a sua nova, devidamente renascido como um novo ser, pronto para se provar ao mundo.

Annie acredita que Sam está em um relacionamento sério e desiste dele, somente para ser chamada “para a ação” por uma carta de Jonah, pedindo-a que comparecesse ao Empire State Building. (Sintonia de Amor)

Bob salta na água e é presumido morto. (Os Incríveis)

ET se desconecta de Eliot enquanto ele piora. Os sinais vitais de Eliot melhoram e ET “morre”. Quando Eliot admite o quão pouco ele sente do amigo, ET renasce com a chegada da nave que o levará para casa. (ET)
***

“Qual o pior que pode acontecer?” (Páginas 85 a 95)

É o que o título diz… toda sua história foi uma forma de evitar e confrontar este momento. EVITAR por ser o maior dos medos pro protagonista. CONFRONTAR por ser o que ele precisa fazer para que se torne a pessoa que deve se tornar.

Luke está em desvantagem e a Estrela da Morte está se aproximando do momento em que destruirá a base rebelde e Leia. (Guerra nas Estrelas)

Jonah foge e Sam tem de ir a Nova Iorque encontrá-lo. (Sintonia de Amor)

O navio está se partindo e Jack e Rose estão sendo perseguidos por Cal. (Titanic)
***

“Mocinho X Bandido” (Páginas 95 a 105)

O clímax de toda história bem contada envolve a batalha final entre protagonista e antagonista lutando pelo “prêmio” ou pelo que está em jogo. Nunca deixei que personagens menores lutem pelo protagonista. Eles podem auxiliá-lo, mas as principais ações e escolhas devem ser do protagonista.

Lembrando também que nem sempre aquele cara mau é o antagonista. Ele pode ser tão somente o contagonista, ou aquele que se interpõe entre o herói e o antagonista. Ex: Luke – Darth Vader – Império (Imperador Palpatine). O objetivo do Luke nunca foi destruir Darth Vader.

Luke destrói a Estela da Morte e salva Leia. (Guerra nas Estrelas)
***

Então, esta é uma forma bem interessante de se estruturar uma história, obviamente se dando a liberdade para mudar o que achar necessário… contato que funcione em sua narrativa.

Aqui volto a perguntar… “COMO VOCÊ ESCREVE?”

Você tem alguma estrutura parecida com essa?

Você criou sua própria estrutura?

Tem alguma outra preferida que tem funcionado na maioria das vezes?

E… para terminar… existe algum motivo por que esta estrutura ou a do Monomito não funcionaria com você?

Abraços

C.R.Gondim

Testando Layouts

Olá!

Faz um tempinho desde o último post. Fiquei empolgado com o Polímnia Neurastênica e me perdi nas ideias… (Acho que uso demais essa palavra. Preciso de outra que substitua.)

Quem me conhece já deve estar cansa(n)do de ouvir falar nesse livro do qual sempre falo e que será usado no TCC (ou TTC?) da especialização em Design Gráfico. Bem, qual o nome? NÃO SEI! Ele já se chamou A Escolha e Arquivo 032. Agora, não sei mais. Nenhum dos dois títulos se encaixam mais.

A história foi… (ou é) há mais de 8 anos eu trabalho neste mundo que surgiu do somatório de alguns sonhos e várias ideias (ela de novo) outrora independentes. Então, de um sonho onde eu e um grupo caçamos entidades em forma de sombras, surgiu um novo mundo. Um mundo cheio de facções e grupos e poderes e ideais (nem é ela) e vocações e boas ações e mortes e brutalidades e (isso não acaba?) e viagem no tempo e bing bang e entidades e deuses e outros planos e… bem… e tudo mais que 8-9-10 anos de criatividade+loucura+Polímina-no-meu-pé-do-ouvido poderiam gerar. É dose! É um mundo que já tem vida própria.

Então (não sou paulista)… pensei em trazer aqui uma amostra do que tenho feito. Quero dizer, não tem nada nem perto de finalizado. Terminei o miolo do livro e meu Orientador me pediu uma idéia (rá! acentuei só pra ser diferente) do que imagino/quero desse layout. E as primeiras tentativas (sem nenhum feedback do orientador ainda) foram essas…

Pois é… ele começa no Cap 17. rs. Confuso? Não sei, mas gostei de como ficou.

Eu ainda não explorei todo o espaço da página como gostaria, mas estou trabalhando nisso. E esses rabiscos? É uma das formas escritas da língua que chamo de Sussurros. E por que Sussurros? Pela forma que as entidades que a utilizam parecerem com… sussurros. No entanto, essa forma escrita não é a que deve estar aí. Essa é usada por humanos Elevados. Entidades não entendem essa.

Ah, e as páginas aqui não estão em sequência.

Por enquanto é isso… POR FAVOR me digam algo… o que acharam… um livro com esse layout seria atraente, chato, interessante, sem sentido, absurdo, bobo, etc…?

Preciso de feedbaks.

Boa noite!

C.R.Gondim

Um filho no mundo

Em mais pontos do que se pode imaginar, um livro, um conto, uma poesia, são semelhantes a um filho. Existe o plantio da semente, que muitas vezes passa sem ser notado. O prazer da concepção e da germinação da semente, outrora plantada. Tem aquele período de crescimento da ideia, que te rouba energia, paciência, noites em claro, lhe traz uns quilinhos a mais até que, um dia, você terá de, finalmente, num misto de alegria e dor, retirar de seu sistema tudo aquilo que veio se formando dentro, se nutrindo de seus melhores e piores momentos… e então… Puf, saiu!
Agora ela está no mundo.
Ela é do mundo.
Você não tem mais controle sobre ela. Você pode tentar dar-lhe um rumo, mas no final, a escolha não será sua e tudo dependerá do mundo e de todos que entrarem em contato com ela.
Não importa o que você ache dela… Tem a cara da mãe? Hahha! Pode ter certeza que dirão diferente.
Acha que é um conto de aventura? Vai ter gente vendo romance nele.

Enfim… Faça o devido desmame, ou estará se vendo com insônia noite após noite tentando imaginar o que estão fazendo com seu/sua filho(a).

E vale ressaltar que isso se aplica a muitas outras coisas que apenas peças escritas… vale pra tudo aquilo que você deu duro pra criar.

Abraços
C.R.Gondim

Mais um outro novo blog

Olá!

Há alguns dias eu tenho lidado com essa coceirinha no canto direito de meu cérebro desde que surgiu a vontade de criar um segundo blog. E você me pergunta “mas para que outro blog se você mal publica algo no primeiro?”. E eu te respondo “por questões de organização”.

Qual a minha idéia para o blog Polímnia Neurastênica?

R. IDEIAS.

Meu plano para ele site é o de, tão somente, acumular idéias, catalogando-as como possível e, quem sabe, dado o interesse de quem o visite, discutí-las e trabalhá-las.

Poderia ser um site de ajuda também. Para aqueles com bloqueio, sem idéias de como sair de um problema ou como começar uma história. Este blog, com o tempo, poderia conter as sementes necessárias, não para resolver, mas para ajudar na solução dessas questões.

Enquanto isso, este blog continuará a trazer dicas, lembretes e meios que eu encontro para me ajudar no meu dia-a-dia literário e que podem vir a ajudá-los da mesma forma.

Abraços

C.R.Gondim

As árvores somos nós

Bom dia!

Hoje venho aqui falar um pouco do turbilhão de pensamentos e sentimentos que assistir ao A Árvore da Vida me causou.
Estou procurando palavras que me facilitem expressar o que penso desta obra.
Gigantesco por englobar tudo e todos.
Pequeno pela precisão em que ele nos afeta nos detalhes.
Complexo por ser o tipo de filme (ou documentário da Discovery, como os ignorantes preferem) que te instiga (e por isso eu digo: não deve haver um ser pensante que não seja atingido por aquelas imagens e trilha sonora. A não ser que o termo “pensante” não se aplique). Eu saí do filme arrebatado, ruminando cenas, dando significados à imagens, buscando lá no fundo coisas das quais não lembrava ou, sequer, sabia existirem.
Simples por que, se você não está afim de colocar a massa cinzenta pra trabalhar, por estar muito acostumado com as novelas, ainda dá para ver, ouvir e viajar em suas próprias memórias.
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E te garanto que a viagem será única!
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Não acho que exista uma forma “certa” de se interpretar esta peça. Todas são válidas.
Eu o vi assim… (não me preocupo com spoilers. Este filme nunca será visto da mesma forma pela mesma pessoa, pois sempre haverá algo novo a ser explorado)
Casal perde filho e cai no conhecido funil de questionamentos. Eles questionam tudo, inclusive a lealdade de seu deus… onde estaria ele naquele momento? (Questionamento também feito pelo próprio filho ao ver um amigo morto)
“Olha como amávamos nosso filho… veja, senhor deus, desde o começo, como aprendemos a amá-lo, uma vez que dele cuidamos desde sua concepção até sua morte. Preste atenção em tudo aquilo pela qual passamos para chegarmos aqui, neste dia, dos mais tristes de nossa vida, para descobrir que você, deus, pouco parece se importar com essa pequena vida.”
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E vem a resposta…
No começo não havia nada… ou havia algo, um tudo, talvez, mas na forma dele. Era somente ele ali. E ele teve uma idéia e passou a trabalhar nela. E ele a viu tomar forma, crescer, mudar, expandir… (…) … universo, astros, galáxias, estrelas, planetas, vulcões, mares, vida, … (…) … (lembrei de todas as minhas aulas de biologia)
“Como vocês querem dizer que eu não me importo quando eu também concebi e dei vida a tudo? Vocês o viram nascer e morrer, enquanto eu os vi nascer e também os verei morrer. Eu os assisto desde o início.”
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O que acho interessante são os questionamentos, tão comuns à todos nós. Não importa a raça, credo ou nacionalidade. Eles estão sempre lá. E o pai? Tão imperfeito quanto seu próprio deus? Os mesmos questionamentos feitos pelas crianças em relação ao pai, o pai fazia em relação a seu deus, ao pai de todos.
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Quem não se maravilhou frente à uma nova vida? Quem não acompanhou o crescimento de um filho, irmão, primo? Quem não encarou a morte pela primeira vez temendo pela vida da mãe, logo ao descobrir que ela, ao contrário do que se pensava, não era eterna? Quem não viu em seu pai um rival em busca pelo “finito” amor da mãe (Freud explica)? Quem não questionou seus atos e se perguntou ser uma pessoa boa ou má? Quem não viveu conflitos em casa? Quem não aprendeu a confiar em alguém para logo mais ter esta confiança jogada no ralo por um ato impensado? Quem não teve de desculpar tais atos? Quem não viu uma mãe aflita frente ao comportamento do marido? Quem não viu sua mãe defendendo-lhe do próprio pai? Quem não viu o constrangimento estampado na cara daqueles que vivenciaram as injustiças de um pai perdido e frustrado? Quem não perdeu alguém que muito amava e que, por mais que a razão lhe diga o porquê dela ter partido, não há um sentimento que lhe conforte e te faça aceitar a razão como explicação para aquilo?
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No final, depois de tanto sofrimento, é abrir a porta e deixar partir.
Não há o que fazer. Já dizia a sábia Oráculo “Tudo que tem um começo, tem um fim, Neo”.
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E é isso mesmo. O seu deus convive com isso o tempo todo. Ele os tem assistido desde o começo e os vê vir e ir.
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[atualização] Estava aqui almoçando e lembrando de quando fiz um cruzeiro pelo rio Amazonas e perguntei ao capitão da embarcação qual era a diferença entre os rios Negro e Solimões. Ele respondeu: o Negro é poesia.
E é assim que vejo A Árvore da vida. Poesia na tela.
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E você que assistiu ao A Árvore da Vida, o que te passou pela cabeça durante a projeção!?
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Abraços
C.R.Gondim
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Ps: não sou religioso ou sequer me considero cristão. Aliás, não acredito em nenhum dos deuses a mim apresentados até hoje e não creio que esta força maior seja algo atuante em nossas vidas. Prefiro acreditar que tudo que nos acontece é reflexão de nossos próprios atos a ficar sempre jogando um “Graças a deus” (tirando sempre o mérito de nossas mãos) ou um “Se deus quiser” (jogando a responsabilidade do que virá para longe de si).

Dando uma cara pro cara

Bomdião!

Como foi nosso fim de semana? Criativo!?

Tou aqui no trabalho… primeiro dia de aula pros nossos alunos. A manhã foi calma, mas normalmente esta época do ano nos traz muitas preocupações. Como lidamos com alunos dos 5 aos 99 anos, temos muito a quem agradar… e das mais variadas formas possíveis. É ser criativo dia e noite!

Bem, estou fazendo essa postagem tão somente para dar uma dica. Acho-a bobinha, mas bastante poderosa. É quanto à criação de personagens.

Eu crio personagens, normalmente, num segundo estágio da criação da história. Comigo é raro acontecer o nascimento de um personagem antes do mundo no qual estou trabalhando. Não é impossível, mas é raro. Mas até terem um nome, eles não passam de silhuetas.

bigstockphoto

E como eu crio essas pessoas? Em que/quem eu me baseio para essas criações?

1. em amigos

2. conhecidos

3. desconhecidos

4. personagens históricas

5. personagens fictícias

Se eu não tenho idéias, vou numa pasta pessoal onde guardo centenas de fotos de desconhecidos e escolho uma. A partir daí vou analisando aquela pessoa, deduzindo personalidade, comportamento e então a personagem vai se formando aos poucos em minha mente. Depois disso, no decorrer do processo de escrita, tenho sempre à mão aquela imagem (normalmente impressa) para me facilitar na criação. Como sou uma pessoa imagética, estou sempre me apoiando em imagens, mais do que em palavras.

A tal pasta é uma ótima dica. Vasculhe a internet por imagens de pessoas comuns, estranhas, bizarras, novas, velhas, deficientes, atletas, doentes, sãs, negras, albinas, enfim… de toda raça, credo, nação, orientação sexual e muitos etc. Obviamente serão fotos pessoais, mas o interesse aqui não é o de utilizá-las nos livros/contos/sites/etc. Eles servirão apenas de inspiração. Assim, suas criações passarão a ter uma cara de verdade.

Para auxiliar a parte visual, quando estou sem idéias para a personalidade da pessoa, atribuo um signo do zodíaco e leio como seria uma pessoa dele. Isso facilita demais!

É isso, pessoal! Espero que seja uma dica útil para vocês.

E se você faz diferente, como faz?!

Até a próxima!

Abraços

C.R.Gondim

[atualizado] E para completar a dica, indico o How to Create Unforgettable Characters, da Linda Seger. Esse livro traz muitas dicas com exemplos e é bem didático no que se propõe. Vale a pena!